05/08/2009
Categorias: Acesse . . Autor: Foquinha . Comentários: 1 Comentário

…campanha sujeita a prorrogações

Imagem: pôster do filme A fuga das galinhas
Fuja do cinema hollywoodiano e do shopping center.
Fuja dos best-sellers e seus escritores reacionários.
Fuja dos falsos ídolos e celebridades instantâneas.
Fuja dos monopólios de comunicação, incluindo os grandes portais.
Cansada de tanto ler, ouvir, ver e acessar a mesmíssima coisa e insatisfeita com toda desinformação transmitida, resolvi lançar no blog a campanha do fuja. Não quero propor alternativas contrárias para forjar ciberativistas ou movimentos revolucionários virtuais, e sim divulgar os artistas e intelectuais comprometidos com a realidade, luta e cultura do nosso povo, e principalmente, dispostos a construir profissionalmente uma prática transformadora. Sou contra a cultura de massa por uma posição ideológica e não por mera questão de gosto. Os critico, porque cumprem exemplarmente seu papel de serviçais do sistema, alienando as pessoas, promovendo lavagens cerebrais, manipulando a realidade e abafando a resistência popular.
Propor soluções é mais válido que apontar problemas. Continuarei me debruçando nas indicações, mantendo-me firme no pensamento crítico, renegando e denunciado o que for necessário, mas principalmente apontando alternativas interessantes de filmes, sites, blogs, imagens, matérias jornalísticas, livros, sites e blogs, agora, baseados no preceito básico: FUJA!
Fuja do lugar comum!
Fuja da cultura de massa!
Fuja das imposições da moda!
Visite as salas de cinema fora dos shoppings, que passam preciosidades fora do circuito tradicional. Conheça o cinema francês, espanhol, iraniano, japonês, brasileiro, latino-americano. Busque seus próprios ídolos, mas fora daqueles criados pela televisão. Se informe através de jornais independentes dos monopólios imperialistas. Leia os grandes autores e clássicos da literatura mundial, que estão muito além de modismos. Nade contra a corrente, seja diferente, resista e modifique pensamentos para conhecer e transformar a realidade e não para ser cult e tirar onda de intelectual bem informado. Pois dependendo da aplicação, o conhecimento pode não valer nada e a vivência se render a modificações subjetivas.
Interaja!
Opine!
Manifeste!
Dou pulos de alegria quando supero minhas próprias estatísticas, mas por trás dos números existem pessoas que infelizmente se mantiveram caladas. Tudo depende do pitaco alheio! Quero fomentar debates, receber sugestões e trocar experiências, as minhas indicações são inevitavelmente pessoais, mas para ampliá-las precisamos compartilhá-las. Siga as propostas acima e esbraveje sugestões! Basta propor e divulgar dentro das indicações musicais, audiovisuais, literárias, informativas ou cibernéticas. Tendo bom senso e relevância todas serão muito bem vindas.
Ao trabalho!
Espero por vocês e até breve.
Como estudante de Publicidade e Propaganda, usuária das redes sociais e leitora embrionária de Pierre Lévy, é preciso comentar e se posicionar, como sempre me propus, diante da polêmica campanha da Havaianas. Ciente da fraqueza dos argumentos morais, que anteriormente sustentavam minha crítica, defenderei a retirada da propaganda, como a própria empresa o fez, trazendo a discussão às redes sociais.
Depois de assistir ao comercial, que achei de mau gosto e considero uma apologia a promiscuidade do ficar (transar sem compromisso), twittei minha primeira opinião. Dias depois, fiquei sabendo por um professor, que a campanha tinha sido retirada do ar pela repercussão negativa para muitos, expressada nas redes sociais. Nesse caso, o que mais me impressionou não foi à mobilização para a retirada, mas o rancor daqueles que gostariam de vê-la no ar. Até a Havaianas lidou melhor com a situação. Diante da oportunidade, aproveitou-se da situação, como deveria fazer, respeitando os dois lados e gerando uma gigantesca mídia espontânea sem prejudicar sua marca.
Gostaria de perguntar aos raivosos colegas: vocês querem receptores passivos ou a censura na internet? O processo de comunicação é bilateral, variando de intensidade de acordo com os veículos. E os receptores, como interpretantes contínuos de mensagens, codificam conforme o planejamento do emissor ou não. Na teoria todos concordam, mas quando o receptor passa a expressar sua interpretação de fato, as novas contradições geram incômodos. A incompreensão do fenômeno e a conseqüente angustia dos efeitos, acaba por contaminar os pensamentos.
Os principais fomentadores do desenvolvimento tecnológico, incluindo a internet e seus dispositivos comunicacionais, são as ações humanas. Por isso, o nosso olhar não se reduz a natureza intrínseca da ferramenta. Para compreender os internautas é preciso conhecer seus objetivos: liberdade de expressão e ter voz/ser ouvido. As redes sociais, parte que nos interessa, potencializam a emissão de milhares, externalizando e compartilhando suas avaliações críticas sobre tudo e a todo momento.
Como tudo é dialético, ao contrário das teorias reducionistas, os ganhos inevitavelmente trazem consigo suas perdas. A liberdade de opinião dos receptores não pode manter intacta a liberdade de expressão dos emissores. Mas os hipócritas de plantão exaltam a democracia virtual quando lhe convém e se revoltam diante da manifestação alheia. A retirada dessa campanha está longe de materializar meus profundos desejos. Os comerciais de cerveja, que tratam a mulher como objeto sexual e os inumeráveis comercias, que vulgarizam e distorcem símbolos revolucionários, são muito piores. Independente dos motivos, muitos se sentiram incomodados, exigindo a retirada da campanha e tornando a decisão justa e legítima. Está insatisfeito? Recorra da sentença no Conar, mas não venha condenar os receptores ativos.
O principal ganho gerado pela odisséia Havaianas, foi a cutucada no ego dos publicitários arrogantes, que sempre estiveram no seu pedestal de comunicador e artista, justificando o sucesso e o fracasso das campanhas pela criatividade. O processo criativo começa na mão do criador, mas termina no olho do povo. O resultado da campanha, a obra prima da comunicação, depende da aprovação e reconhecimento do público. Respeitar as suas opiniões, não é ser moralista ou politicamente correto, é ser profissional. A irreverência bem humorada da publicidade não pode atropelar os valores culturais do individuo e da sociedade.
O desenvolvimento da interatividade em rede traz oportunidades de mercado, assim como cobra certas responsabilidades profissionais, além das antigas e intermináveis pendências. Se o Estados Unidos pode vetar a propaganda do computador Pentium, porque o personagem da campanha, interrogado para contar o segredo da tecnologia, era um ET que falava em inglês, os próprios brasileiros não podem interferir na propaganda que estereotipa valores culturais?
Os publicitários, quando acreditavam na campanha, compravam a idéia e sustentavam até o fim, agora com as redes sociais, qualquer coisinha que sai, o cliente vem cobrar, deixando os profissionais inseguros. Ótimo sinal, a comunicação publicitária está literalmente deixando de ser um processo unilateral. A supremacia do emissor está ameaçada. Agora, precisaremos reaprender a emitir mensagens e acostumarmos com a realidade de sermos também receptores de críticas.
Podem me questionar sobre tudo, mas jamais tachar minha crítica como intriga da oposição, felizmente estou dentro da área e não fora dela. Se o futuro das campanhas é ser sem graça e sem sal, minha crítica e toda a transformação comunicacional das redes vai entalar um gosto amargo na garganta de muita gente.
Seguindo a cartilha dos responsáveis amantes da música, devo cumprir minha dura tarefa de lutar por uma maioria desprezada: os compositores. Renato Teixeira, em uma entrevista comentou: É muito gratificante ouvir sua música sendo assobiada e cantarolada pelas ruas. Quando o compositor é cantor as chances de reconhecimento aumentam, e felizmente, alguns merecidamente o são, mas a realidade não é essa. Por isso, complementaria o comentário acima: perguntar o autor da música e ter como resposta o intérprete é preocupante.
A música Nervos de Aço de Lupicínio Rodrigues, já foi gravada e interpretada por diversos artistas, que puxavam a melodia para um lado e cantavam de formas diferentes. Paulinho da Viola, sem o cuidado de ouvir o autor, fez o mesmo até um show em Porto Alegre. Naquele dia, um parceiro e amigo de Lupicínio lhe disse: Essa música é um pouquinho diferente do que você canta. (…) Ele sempre falava um pouco disso: muitas músicas dele (…) um gravava de um jeito, outro gravava de outro.
Independente do profissionalismo, interferir na música é comum entre os cantores, sejam eles medíocres ou geniais. Ney Matogrosso e suas interpretações performáticas e Caetano Veloso e sua melodia desacelerada, são ótimos exemplos de uma bela mudança. A intervenção em si, não é de todo mal. Mas, para evitar o lado descompromissado da relação catártica, que se entranha no processo criativo do intérprete aos sentimentos do ouvinte, é preciso considerar os desejos do compositor. João Bosco, depois da interpretação feita por Elis Regina de O bêbado e a equilibrista, não via necessidade de cantar sua própria música. As interpretações podem criar desconfortos e decepções ou alegrias e satisfações.
Compositor e cantor são duas faces da mesma moeda. As interpretações podem matar, dar vida ou ressuscitar as canções, assim como a escolha do repertório faz o mesmo com seus intérpretes. Na presença das relações sinérgicas como essa, a hierarquização está fadada ao erro, já que a admiração exacerbada pelo cantor provoca o desprezo profundo pelo compositor. Mas, esse é o mecanismo de controle social à música. Preocupada com seu espetáculo midiatizado, mesmo que efêmero, a sociedade atrela o reconhecimento profissional ao seu nível de visibilidade e a fama – número de inserções em programas televisivos – a representação máxima de qualidade musical.
O mercado fonográfico padronizada as mesmices, escolhendo o ritmo da vez e banaliza a palavra ídolo, cuspindo clones multiplicados como se fossem artistas. Diante da cultura enlatada, que transforma Baba baby e Créu em hits, melodia e poesia se tornam insignificantes e os compositores perdem sua função. Longe de ser pessimista ou catastrófica, não desconsidero a existência e resistência de produções independentes de altíssima qualidade. Assim como critico, poderia indicar e exaltar cantores e compositores dentro desse patamar. Mas garanto, eles não aparecem diariamente na mídia (felizmente!) e não construíram sua carreira através dela.
Voltemos à história de Paulinho da Viola. Quando o parceiro de Lupicínio Rodrigues lhe mostrou a versão original de Nervos de Aço, ele levou um susto, mas passou a cantar a música como ele falou, em respeito ao compositor que valorizava sua integridade. Tive a oportunidade, através de um vídeo, de ver o Lupicínio cantando, procurei decorar bem e passei a cantar assim.
Propagandear os compositores é papel de todos, mas o desafio principal está em nós, os ouvintes. De um lado, os artistas legitimamente profissionais, principais fomentadores da minha esperança, divulgam os compositores em respeito à música, criando uma relação de sintonia e cumplicidade invejável. Aliás, no quesito memória e preservação histórica, os sambistas são líderes absolutos. E do outro, o mercado fonográfico e suas gravadoras abastecem a sociedade de consumo, que se preocupa apenas com os investimentos rentáveis geradores de lucro. A sua benevolência é apenas ilusão, deles podemos esperar problemas e imposições, mas não soluções e ajudas. Mas para salvaguardar os grandes mestres da música, me meto até em briga de cachorro grande.
O reconhecimento por gerações ou o completo esquecimento de canções e intérpretes depende da memória do ouvinte. Por isso, melhor do que se abdicar da responsabilidade é exercer justamente o seu poder. Lembrar e conhecer os compositores é valorizar a música em toda sua completude. Preservá-los é legitimar o que há de melhor na nossa cultura. Do anonimato a fama ou da mediocridade ao sucesso, quem bate o martelo somos nós.
Ao pensar na indicação cinematográfica semanal, lembrei dos filmes protagonizados por crianças. A sensibilidade e doçura das interpretações marcam espontaneamente e valorizam seus filmes. Uma criança atuaria com naturalidade por obrigação? Acredito que não. Enquanto o adulto faz por dinheiro e status, ela faz por amor e prazer. Independente de grandes histórias, onde há criança, não há espaço à mediocridade ou insignificância.
O desafio em si e o sentimento de incompletude me angustiavam. Na impossibilidade de ser justa – a lista sempre seria insuficiente – quis ser fiel as minhas puras lembranças. E foi do resgate da sinceridade pueril, que indico hoje pérolas do cinema internacional. Confio e asseguro tal afirmação pela atuação das crianças e não por prepotência. Submersa na mais profunda simplicidade, a delicadeza ultrapassa as barreiras do gosto.
Partindo da minha experiência catártica, imagino a delícia vivida por diretores e atores. Como diria Welligton Nogueira, a criança é um ser livre de preconceitos. Ela não é prisioneira nem da lógica nem da razão. Pra criança não existe o ridículo, ela só vive no presente e não faz planos. Se a criatividade possui morada, ela sem dúvida está na criança. Sem medo de errar ou perder ela improvisa e cria genuinamente. Na ausência da mesquinhez adulta, ela sabiamente aprende. Os adultos sobrevivem no sacrifício e as crianças se entregam a vida.
O homem não perde suas qualidades joviais, o sistema que as retira. Para enxergar o Mundo com o olhar subversivo e verdadeiro da criança e embarcar nas viagens fantasiosas e reais da vida é preciso ter liberdade. E se isso não é privilégio nem das crianças, imagine dos adultos.
Pra eles nem tudo que você vê é o que você vê, mas pode ser o que você quiser que seja. (…) Na medida em que a gente vai crescendo e deixando de ser criança, a gente vai acreditando cada vez mais na primeira coisa que a gente vê.
Assim como as crianças despertaram minha paixão pelos filmes iranianos e italianos, O Espelho e Filhos do Paraíso foram à minha semente e Cinema Paradiso e Ladrões de Bicicleta a minha água. O filme Doutores da Alegria, sustentado e purificado por crianças e palhaços, simboliza minhas palavras e sintetiza meu sentimento. Amo cinema porque fui apresentada por eles.
Às crianças, nossos grandes mestres.
O Espelho
Sinopse: uma garotinha com braço engessado, espera a mãe no portão da escola. Ela se atrasa, todas as crianças vão embora e a filha cansada de esperar, decide partir sozinha atrás do caminho de casa. Tudo conspira contra a criança, as soluções são fugazes e os problemas se acumulam, tencionando o espectador nessa interminável epopéia. Mas de repente, a narrativa se quebra, surge uma grande surpresa e sua completa reviravolta.
Diretor: Jafar Panahi
Origem: Irã
Filhos do Paraíso
Sinopse: a história é centrada em Ali, um garoto de nove anos, que ao ir para a escola perde o sapato recém-consertado da irmã Zahra. Eles decidem não contar o ocorrido aos pais, impossibilitados de comprar outro e revezam o único par restante. Nesse caso existem duas soluções: encontrar e recuperar o velho par remendado ou ganhar sapatos novos. Mas para isso Ali terá de chegar em terceiro lugar na maratona.
Diretor: Majid Majidi
Origem: Irã
Ladrões de Bicicleta
Sinopse: a Itália após a Segunda Guerra estava destruída com seu povo na miséria. Mas Ricci depois de muita espera, consegue um emprego de colador de cartazes. Para trabalhar tirou sua bicicleta do penhor em troca das roupas de cama que ainda restavam. Mas logo no primeiro dia o desespero: a bicicleta é roubada. Agora Ricci e o filho Bruno, enfrentam uma nova luta: recuperar a bicicleta do pai e a esperança da família.
Diretor: Vittorio de Sica
Origem: Itália
Cinema Paradiso
Sinopse: Itália após a Segunda Guerra e antes da televisão. Em uma pequena cidade da Sicília o garoto Toto, hipnotizado pelo cinema local, procura fazer amizade com Alfredo, o projecionista nervoso e bondoso. Toto cresceu e se tornou um cineasta de sucesso. Ao receber a notícia do falecimento de Alfredo, ele volta à cidade, recordando a infância e revivendo os acontecimentos em forma de lembrança.
Diretor: Giuseppe Tornatore
Origem: Itália
Doutores da Alegria
Sinopse: situações engraçadas e cenas tocantes se juntam para contar a história de um novo ramo da medicina batizado pelos Doutores da Alegria de “Besteirologia”. No convívio com jovens pacientes, seus pais e médicos, nossos intrépidos heróis quebram hierarquias, brincam com seu próprio ridículo e conferem nova dimensão a questões da vida. Muito mais que um filme, um novo jeito de ver o mundo.
Diretor: Mara Mourão
Origem: Brasil
Na noite de segunda-feira, 31 de agosto, agentes da Guarda Civil Metropolitana de São Caetano realizavam suposta perseguição a bandidos nos arredores da favela de Heliópolis, quando balearam no pescoço a adolescente Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, que morreu na hora.
O episódio despertou a revolta dos moradores que organizaram um grande protesto exigindo justiça para os assassinos de Ana Cristina.
No dia seguinte, os moradores de Heliópolis compareceram em peso a um novo protesto naAvenida Almirante Delamare. Os manifestantes não se intimidaram com a chegada da PM que foi recebida com uma chuva de paus, pedras e coquetéis molotov.
Ao final do protesto, cerca de nove veículos, entre ônibus e carros, foram incendiados pela massa, um policial ficou ferido e 21 moradores acabaram presos. A palavra justiça foi escrita no chão pelos manifestantes ao lado de um ônibus incendiado. Ana Cristina tinha um filho de dois anos e voltava da escola quando foi assassinada.
Segundo nota publicada pela secretaria de segurança da prefeitura de São Caetano, os policiais assassinos ‘não tiveram culpa’, mas segundo testemunhas, o assassinato foi conseqüência de mais uma distribuição de tiros a esmo promovida pela PM, seguindo o protocolo do Estado e impondo o terror aos bairros pobres de São Paulo e de todo Brasil.
— O GCM [guarda-civil municipal] começou a atirar. Foram cinco ou seis disparos. Ele veio em minha direção, perguntou o nome da rua, puxou o rádio, depois desceu nervoso, tremendo, com arma da mão, sabendo que tinha matado a menina — afirmou uma testemunha ao portal G1.
Em apenas três meses, esse é o quinto caso de violência policial em São Paulo incluindo a execução de moradores. Em todos os episódios houve protestos combativos como em Heliópolis essa semana.
— Eu quero pedir justiça. Minha sobrinha é uma vítima, mãe de uma criança e era uma estudante — falou Maria Gorete Macedo, tia de Ana Cristina.
* Matéria publicada no blog do jornal A Nova Democracia no dia 02 de setembro de 2009.
No último domingo, dia 06 de setembro, o programa da Record Domingo Espetacular com o jornalista Paulo Henrique Amorim, apresentou uma matéria especial sobre Heliópolis. Com uma posição democrática interessantíssima e rara nos grandes veículos de comunicação, julguei importante postá-lo no blog. Além de denunciar a situação dos moradores de Heliópolis, o jornalista desmascarou informações falsas divulgadas durante a semana na imprensa. Para quem não assistiu o vídeo já está no youtube, por isso não deixem de vê-lo!

Depois da semanada de gripe, peço desde já desculpa pela ausência, passei o final de semana produzindo alguns vídeos. Os dois primeiros foram feito por mim e o terceiro pela Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo. Por falta de tempo não pude produzir os textos planejados, mas prometo fazê-los o mais rápido possível. E durante a semana pretendo colocar matérias relacionadas ao assunto.
Chega de falatório. Ao trabalho!
Camuflado sob as campanhas de solidariedade consciente, o Estado transfere para o povo as suas responsabilidades. A miséria do país deve comover quem? Como se representassem a sensibilidade humana máxima e o exemplo vivo da prática cidadã, a mídia apresenta campanhas glamourosas cheias de artistas globais e personalidades nacionais.
Viu como é fácil ajudar o próximo? Submersos no discurso reacionário da filantropia, ongs e movimento sociais adotam comunidades carentes para resolver questões específicas, como se o problema da educação, saúde, violência, desemprego ou fome estivessem distantes e fossem meros segmentos de mercado. Mas para discuti-los integralmente, sem isolá-los do sistema capitalista e da contradição de classes, ninguém se dispõe.
Na semana passada assisti o comercial Artistas contra fome, que me indignou profundamente. Pelo visto o Governo só constrói campanhas para preparar o terreno eleitoral ou melhorar sua imagem. Ao escutar o slogan com sua hipocrisia clássica, Alimentação um direito de todos que precisa estar na Constituição, me vieram certos questionamentos.
Primeiro: alimentar-se é um direito individual ou o acesso a ele é um dever público?
Segundo: o problema da fome se resume a aplicação de uma Emenda Constitucional?
Terceiro: porque o Governo Federal criou essa campanha?
Quarto: a Constituição serve a quem?
Para se isentar das conseqüências do próprio fracasso, o Estado promove campanhas nacionais, que legitimam suas mentiras. Através do comercial e da aprovação da Emenda Constitucional 047/2003 o Governo Federal lucrará sem pudor com a miséria do nosso povo. E a campanha, que deveria servir para escancarar sua ineficiência, constrói uma imagem falsa de comprometimento social.
O problema da fome é social e não legal. A solução não é colocá-lo na Constituição, mas aplicá-lo como política pública. Mas seguindo este raciocínio, veremos que alimentar os pobres não interessa ao Estado Capitalista. Nesse sistema os direitos são do burguês, do latifundiário e do imperialismo e os deveres são dos trabalhadores rurais e urbanos. Por isso, a grande e única forma de solucionar a barbárie do Capitalismo está na Revolução Proletária.
O nível de responsabilidade social dos burgueses pedindo esmola me impressiona. Assista ao comercial, aposto que a convicção dos atores da Globo lhe convencerá. Sentimentalizado pelo discurso midiático, a gente acaba esquecendo que eles moram em condomínios fechados, fazem compras nos shopping centers, circulam em carros blindados, viajam para a Europa nas férias e idolatram a Tropa de Elite mesmo sem conhecer a favela, por terem medo e horror da pobreza. Mas sejamos democráticos, eles dividem o seu décimo terceiro adotando cartinhas no final do ano, fazendo campanhas do quilo, entupindo o porteiro com panetones e participando das campanhas de entretenimento solidário como Criança Esperança, Teleton e Pestalozzi1.
Enquanto os ricos limpam sua consciência distribuindo migalhas, os pobres financiam o lucrativo mercado negro da fome, contribuindo honestamente para campanhas públicas e privadas, que pouquíssimas vezes são sérias ou provocam algo além de efeitos placebos. Enquanto o Estado cria uma imagem de responsabilidade, a população se sente extremamente culpada por um crime que não é dela. Enquanto o sistema assassina os pobres de fome, doenças curáveis, ausência de perspectiva, desastres naturais, chacinas policiais, os poderosos se enriquecem ainda mais, sugando dinheiro através do sangue.
O mundo dos paradoxos, termo adorado pelos intelectuais burgueses contemporâneos, agudiza as contradições e multiplica os defeitos. Preocupados com pormenores, os teóricos reacionários por sadismo ou inércia, analisam todos os problemas e soluções como conseqüências de atos individuais. Aliado a mídia, as organizações públicas e privadas tentam vender a idéia: se cada um fizesse a sua parte teríamos um mundo melhor. É isso que representa os 8 objetivos para o milênio da ONU, as campanhas ambientalista-imperialistas de aquecimento global, as estratégias de Choque de Ordem e Paz no Campo que criminalizam a pobreza, o comercial Artistas contra fome, etc. Até porque, se a Publicidade de linguagem subjetiva e alta eficiência não fosse tão persuasiva, o maior gasto em propaganda no Brasil não seria do Governo Federal.
Minha esperança está no povo e não na Constituição. O discurso de democracia e solidariedade capitalista é o símbolo sofista das classes dominantes. As leis são feitas para reprimir e oprimir o pobre e não para organizar harmonicamente a sociedade. Brasil, um país de todos bem separados e distantes!
1 A Sociedade Pestalozzi trabalha com seriedade cuidando de crianças excepcionais. Aproveitando a credibilidade da Instituição, uma emissora de televisão tem promovido campanhas de doação.

Essas indicações são minhas e as suas? Siga a proposta acima e esbraveje sugestões: a imprensa independente é…
Por uma imprensa democrática, popular, nacional e anti-imperialista
Análise econômica nacional e internacional: desmascaramento do falatório otimista padronizado, denúncias da falência norte-americana e comprovações das conseqüências reais da crise.
Situação internacional: análise econômica e política do sistema imperialista, desmascarando suas invasões genocidas, a atuação dos órgãos internacionais, as alianças entre potências e a hegemonia norte-americana.
Governo Lula: desmascaramento da gerência petista, com o aumento da repressão, da miséria e da dependência internacional. Análises da situação nacional e destaque para as chacinas nos morros cariocas.
Situação no campo: propaganda do desenvolvimento da Revolução Agrária, denúncias da atuação dos movimentos oportunistas e da violência estatal-latinfundiária, que assassina camponeses pobres.
Movimento operário: propaganda da luta operária nacional e internacional, organizada por movimentos classistas e revolucionários e desmascaramento das centrais sindicais e entidades governistas.
Movimentos populares: divulgação das ações combativas, no Brasil e no Mundo, dos movimentos revolucionários e independentes. E desmascaramento das organizações oportunistas e eleitoreiras.
Notícias da Guerra Popular: A Nova Democracia noticia com exclusividade a nova onda revolucionária, informando e analisando o processo de guerra popular na Turquia, Índia, Filipinas, Nepal, Peru.
Gripe suína: A Nova Democracia mostra o que está por trás da midiatização da gripe suína, denunciando os objetivos econômicos das indústrias farmacêuticas e político das potências imperialistas.
Palestina: o jornal em várias matérias, vem denunciando o genocídio sionista, escancarando a realidade deturpada pelo monopólio de comunicação e propagandeando a Resistência Palestina.
Cultura: divulga a legítima cultura popular brasileira e propagandeia os verdadeiros representantes da arte nacional.
A imprensa democrática não é um difusor, mas um instrumento de luta
O objetivo principal do jornal Resistência Camponesa é propagandear a Revolução Agrária em curso no nosso país. A luta combativa e organizada dos camponeses pobres, o desenvolvimento das áreas revolucionárias dirigidas pelo próprio povo, a ampliação da Escola Popular, os assassinatos prisões e torturas sistematicamente aplicados por jagunços e policiais, precisam ser ditos pela imprensa popular e democrática. Com o apoio dos estudantes, operários, intelectuais honestos e movimentos democráticos as amarras acadamecistas das universidades e a desinformação dos monopólios de comunicação estão sendo derrubados!
Matérias da edição Rondônia:
Revolução Agrária entrega terras
Missão Internacional de investigação e solidariedade da IAPL em RO
Santa Elina: 1 ano de luta e produção nas terras
Acre: Seringueiros são reprimidos pelo IBAMA
Camponeses realizam seus Congressos
Assembléia do Poder Popular
Pará: “Paz no Campo” do governo é terror contra camponeses
Resistência Palestina
A Amazônia é do povo brasileiro!
Matérias da edição Nordeste:
Revolução Agrária avança no Nordeste!
Seminários contra a criminalização do Movimento Camponês realizados com grande sucesso em Maceió e Recife
Editorial
Informe das Áreas
Ler e escrever, é preciso saber!
Camponeses aprendem a governar
Camponeses e operários contra a escravidão em Catende
10 anos da heróica Vila Bandeira Vermelha
Liberdade para o camponês Fábio!
Marcelo Salles
Enquanto a gripe suína não sai do noticiário, as doenças negligenciadas seguem matando sem causar alarde. Geralmente suas vítimas estão nas classes sociais mais baixas. Só no Brasil, malária, tuberculose, hanseníase, dengue e leishmaniose infectam mais de 650.000 pessoas por ano. No mundo todo morrem 35 mil pessoas todos os dias.
Os números são alarmantes. Enquanto a badalada gripe suína matou algumas centenas de pessoas, doenças como Aids, tuberculose, malária e doença de Chagas, entre outras, matam mais de 12 milhões de pessoas todos os anos. São 35 mil mortes por dia! E se os números são alarmantes, a diferença no tratamento do monopólio da imprensa é escandaloso. Enquanto uma não sai dos noticiários, as doenças que assolam a humanidade simplesmente não são noticiadas.
O estardalhaço feito em cima da nova gripe tem suas serventias. Primeiro, não deixa tempo para falar sobre o genocídio promovido pelo USA no Iraque e no Afeganistão. Em segundo lugar, ajuda aos noticiários a omitirem a raiz do problema, que está na poluição causada pela empresa ianque Smithfield Foods em terras mexicanas. A discrepância entre a mortalidade da gripe causada pelos porcos capitalistas e a mortandade avassaladora das doenças negligenciadas revela o escárnio de todo o teatro.
De acordo com um alerta divulgado pela internet por médicos e cientistas de vários países, incluindo o Brasil, o que existe é uma negligência dos governos em relação às doenças que atingem preferencialmente as camadas mais pobres da população:
— Embora estas doenças afetem centenas de milhões de pessoas, faltam vacinas, diagnósticos e medicamentos, que sejam seguros, adaptados às condições de vida das pessoas afetadas, efetivos, e cujos preços sejam acessíveis, para combatê-las.
Em 1990, o Fórum Global de Saúde apontou o chamado “Hiato 10/90″. O termo se refere a um conjunto de doenças que atingem apenas 10% da humanidade, mas que recebem 90% dos investimentos para estudos e pesquisas científicas. As doenças negligenciadas estão fora deste grupo. O resultado é que esta omissão do sistema capitalista termina por favorecer os interesses de grandes monopólios farmacêuticos e empresas associadas, que seguem fabricando apenas determinados tipos de remédios:
— O modelo de desenvolvimento de medicamentos baseado no lucro não é adequado para desenvolver ferramentas de saúde essenciais para doenças negligenciadas. Níveis mais elevados de proteção de propriedade intelectual não resultaram em mais produção e distribuição de medicamentos para as necessidades globais de saúde — denuncia o alerta divulgado pela internet.
— As empresas acabam se preocupando apenas com os medicamentos que dão lucro, então os governos precisam se preocupar com a saúde da população, disse em 2006 o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Buss, um dos representantes do Brasil na assembléia anual da Organização Mundial da Saúde.
Entre a década de 1980 e o início do novo milênio, o financiamento global para a pesquisa em saúde triplicou, passando de US$ 30 bilhões para US$ 106 bilhões. No entanto, os seguimentos mais pobres não desfrutaram do progresso. Como exemplo pode-se citar o baixíssimo índice (1%) de medicamentos aprovados entre 1975 e 1999 para doenças tropicais e a tuberculose, que afetam diretamente essa parcela da população.
Só no Brasil, doenças já erradicadas em boa parte do mundo como malária, tuberculose, hanseníase, dengue e leshmaniose infectaram mais de 650 mil pessoas no ano de 2005, segundo os dados oficiais. Dentre essas, milhares morreram em decorrência das enfermidades.
Dados do Ministério da Saúde apontam uma média de 85 mil casos de tuberculose registrados no país a cada ano — 35% do total encontrado nas Américas. O índice provoca cerca de cinco mil mortes anuais e classifica o Brasil como detentor do maior número de mortes pela doença entre os países do continente.
Estima-se que 17 milhões de pessoas estejam infectadas pelo parasita causador da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi, e que cerca de 120 milhões de pessoas estejam sob risco de infecção em regiões endêmicas da América Latina. No Brasil, são cerca de 3 milhões de pessoas infectadas.
A este quadro desastroso se somam a medicina privada restritiva e o sistema público ineficiente, onde para se obter o resultado de um exame é preciso esperar até 40 dias úteis — tempo que pode decidir a vida de uma pessoa, dependendo da doença que lhe aflija.
Por fim, o documento divulgado pela internet ressalta a falta de vontade política para resolver esse drama que mata milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano:
— A ciência básica para doenças infecciosas existe e a biomedicina está se desenvolvendo com muita rapidez, mas sem determinação política, este progresso não pode ser utilizado para desenvolver produtos essenciais.
Só que não adianta esperar a boa vontade de governos comprometidos com o sistema capitalista. Essa determinação política somente será convertida em benefícios para as maiorias quando o povo organizado se apropriar das indústrias farmacêuticas e/ou tomar o controle das ferramentas do Estado.
Principais doenças negligenciadas
Doença de chagas
A doença de Chagas é causada pelo Trypanosoma cruzi, um parasita transmitido aos humanos e a outros mamíferos por insetos hematófagos, por transfusão de sangue contaminado, ou de mãe para filho, na gravidez. A doença ameaça um quarto da população da América Latina.
Doença do sono
Causada por dois protozoários, a infecção é transmitida pelas moscas tsé-tsé, que se reproduzem em áreas pantanosas. Em 1999, 45 mil casos foram reportados à Organização Mundial de Saúde (OMS), mas o número pode chegar a 500 mil.
Leishmaniose
Brasil, Bolívia e Peru contabilizam 90% de todos os casos mundiais. Os três tipos da doença são causados pelo Leishmania, um parasita microscópico transmitido pela picada de mosquitos.
Malária
A doença é causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. A malária está presente em mais de 100 países e ameaça 40% da população mundial. A cada ano, 500 milhões de pessoas são infectadas.
* Matéria publicada no jornal A Nova Democracia, ano VIII, nº 55, agosto 2009.
Com recursos audiovisuais poderosos, a televisão utiliza sem constrangimento, os mais eficientes elementos de persuasão para dominar corações e mente e transformar seus telespectadores em indivíduos alienados e estáticos. O rádio pode ser o veículo mais abrangente do país, mas a televisão continua sendo a mais impactante. Sua especialidade é maquiar a verdade e fantasiar a realidade.
Extasiada de tanta artificialidade e linguagem novelesca, que tem invadido inclusive os telejornais, resolvi dedicar o post aos badalados reality shows. Independente dos nomes e formatos Big Brother Brasil (Globo), A Casa dos Artistas (SBT) e A Fazenda (Record) a idéia e os princípios são sempre os mesmos: vender a falsa promessa de um jogo da vida real. Primeiro o público escolhia o mais sincero e necessitado e agora os vilões e jogadores são os vencedores. Os participantes contratados pelas emissoras e reféns das regras contratuais, vestem personagens estereotipados, que são potencializados pelas edições pretensiosas.
A roupagem de realidade caiu? Não, ela nunca existiu. Já que o cotidiano é muito sem graça e a realidade é muito chocante, coloquemos 14 rostinhos bonitos, corpinhos sarados e cabeças vazias dentro de uma mansão dispostos a expor de banalidades a intimidades. Antes tentavam nos convencer de que tudo isso era real, agora essa preocupação não os aflige, contando que existam brigas, escândalos, traições e romances.
Os apresentadores anunciam com louvor os recordes de ligações como se elas legitimassem a qualidade do programa e comprovassem a fama dos participantes, que a própria imprensa define como celebridades instantâneas. Os telespectadores por sua vez, escolhem o seu candidato e votam avidamente como se estivessem decidindo o futuro deles e do programa. Mas como, se para nós na vida real elas são meras desconhecidas e pela televisão são apenas fragmentos editados? Além disso, os telespectadores subsidiados pelos insaciáveis programas de fofoca discutem e analisam o comportamento dos atores ou jogadores – escolha o termo que preferir – como se eles estivessem se entregando por inteiro.
Enquanto 14 gladiadores lutam na arena do reality show para alimentar o Império do monopólio de comunicação, milhões de pessoas são persuadidas a financiar o mercado do entretenimento.
De acordo com a coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha do dia 14 de janeiro –um dia após a estréia do programa– o reality show mal havia começado e já estava com seus intervalos praticamente todos vendidos até a final.
Já segundo a coluna Ooops!, do UOL, o “BBB 9″ talvez tenha sido o produto mais rentável e lucrativo da Globo do ponto de vista comercial. Segundo informações da coluna, a receita estimada para esta edição girou em torno de R$ 110 milhões.*
E para os intelectuais reacionários, que gostam de criticar superficialmente os reality shows com suas avaliações preconceituosas, deixarei um singelo recado. Falar mal dos programas medíocres de entretenimento é muito fácil, desafio-os a criticar profundamente aqueles tops de linha, averiguando e investigando o problema de cima pra baixo. Os reality shows podem ser a galinha de ouro da Record e da Globo, mas estão longe de ser os principais responsáveis pela lavagem cerebral midiática.
Eles existem porque o povo gosta. Esse discurso vai do censo comum a Universidade e como sou estudante de Publicidade e Propaganda, tenho o desprazer de escutá-lo nos dois. Reduzir as programações à afirmação de que são do gosto popular é desprezar completamente o verdadeiro papel dos veículos (pagos e não pagos). O monopólio de comunicação serve ao Estado, por isso, os programas são feitos para manipular e distorcer a realidade, alienar as pessoas, censurar as revoltas populares, dominar e controlar a população, etc. O conjunto da sua programação é a grande pauta da propaganda ideológica das classes dominantes. Os veículos definem de que forma e sobre o quê devemos pensar, além de impor como devemos nos comportar e agir.
São as pessoas mais pobres que assistem e votam no Big Brother. Não vou entrar no mérito sócio-econômico dessa frase, pois ela representa a clássica arrogância da intelectualidade burguesa, mas quando o assunto é jornalismo, democratizo o acesso da alienação aos nossos nobres colegas: a maior ignorância não está em acreditar na veracidade dos reality shows, mas é ter certeza que pelo Jornal Nacional você está tendo acesso a realidade.
* Fonte: Final do “BBB 9″ perde em audiência e número de votos, Folha Online, 08/04/2009.